O que é fluorose? Por que ocorre? A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes. Ela se manifesta princ...
Leia Mais...
Conheça através de fotos os casos clínicos e os tratamentos utilizados nos mesmos.
 

22/12/2008
Fluorase

 

O que é fluorose? Por que ocorre?

A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes. Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental; nesses casos, torna-se mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente. Muitos trabalhos apontam como causa da fluorose a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor, inclusive muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado, que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá contribuir, se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição.

Durante a gravidez, devo ingerir suplementos de flúor?

Na gravidez não é necessário ingerir suplementos de flúor, pois sabe-se que a principal ação preventiva é a tópica, ou seja, a que se dá pelo contato do flúor na boca com os dentes. Além disso, na gestante que ingere água fluoretada, o flúor passa para o bebê através da placenta.

Pode ocorrer fluorose em dentes de leite?

A fluorose em dentes decíduos possui características semelhantes às da fluorose em dentes permanentes. Não é comum, pois só pode ocorrer nos dentes cuja mineralização se dá após o nascimento. A porção formada na vida intra-uterina, mesmo que a gestante ingerisse ligeiro excesso, receberia proteção da placenta, que é uma barreira semipermeável que deixa passar apenas uma parte do flúor circulante.

Quando ocorre fluorose nos dentes de leite, os permanentes também serão acometidos?

Não. A fluorose não passa de uma dentição para outra, pois ela ocorre durante o período de formação dos dentes, e dentes de leite e permanentes se formam em épocas muito diferentes. Mesmo na dentição permanente ela pode afetar alguns dentes e não afetar outros, ou ainda afetar dentes diferentes com grau de severidade diversos. Tudo depende da época que ocorreu o excesso de ingestão e da época de formação dos dentes. O período de maior risco para a ocorrência de fluorose é até os 6 anos de idade, quando estão se formando as coroas dos dentes anteriores, pois se sabe que o maior problema da fluorose é quanto à estética.

Os dentes com fluorose são mais fracos? Correm maior risco de ter cárie?

Os dentes com fluorose são ligeiramente mais resistentes à cárie dental, mas não são imunes a ela. Portanto, se o indíviduo tiver dieta e microrganismos cariogênicos, exibindo atividade de cárie, deve receber a mesma atenção preventiva que outro paciente sem fluorose.

Se eu usar dentifrício fluoretado para escovar os dentinhos do meu filho de 2 anos, ele correrá o risco de ter fluorose?

Ele corre o risco de ter fluorose se o dentifrício for usado indiscriminadamente, sem cuidado. Se o seu filho engolir muito dentifrício, ele poderá apresentar fluorose, principalmente se morar em região com água fluoretada (como São Paulo, por exemplo). Isto ocorre porque nessa idade as crianças ainda não sabem controlar a deglutição e nem cuspir adequadamente e acabam ingerindo quantidade acima daquela segura para seu peso. Recomenda-se a utilização de quantidade mínima na escova de dentes (semelhante a um grão de arroz), sempre sob supervisão dos responsáveis, e alguns profissionais recomendam o uso de dentifrícios sem flúor.

Meu filho de 12 anos faz aplicação de flúor no dentista, usa pasta fluoretada e faz bochechos diariamente com solução fluoretada. Ele corre o risco de ter fluorose?

Não, pois todos os seus dentes já estão com as coroas formadas nessa idade. Entretanto, nem sempre é necessário usar todos os tipos de produtos com flúor disponíveis no mercado: o dentifrício deve ser utilizado por todos os indivíduos, mas os bochechos e as aplicações tópicas profissionais devem ser utilizados levando-se em consideração a atividade de cárie de cada um.

O que fazer nos casos de fluorose?

A descoberta da fluorose não traz grandes mudanças do ponto de vista prático, a não ser nos casos em que a estética é muito prejudicada e começa a incomodar o paciente. A maioria dos casos observados atualmente são de fluorose muito leve ou leve, em que as manchas ou linhas brancas ficam disfarçadas quando o dente está úmido, não sendo necessário nenhum tratamento; se for necessário melhorar a estética, existem algumas técnicas disponíveis, que vão de um microdesgaste do esmalte até técnicas restauradoras tradicionais. Mas, do ponto de vista prático, o mais importante é prevenir.

Fonte: Revista da APCD
 
 

31/10/2006
HALITOSE (mau hálito)

 

A Halitose é um assunto delicado, e muitas vezes por desinformação, quem a possui pode levar uma vida de restrições ou até mesmo, causar o constrangimento de pessoas do seu relacionamento que percebem o problema e não têm como comentar o assunto. Atualmente, ela é amplamente estudada, e já se sabe as causas e os tratamentos necessários.

1. Qual a causa da halitose?
A principal causa da halitose (96% ou mais) é a presença da saburra lingual que nada mais é do que aquela placa branca ou amarelada que se forma no dorso da língua. Nela se instalam vários tipos de bactérias que provocam a fermentação e putrefação dos restos alimentares e celulares causando o mau odor responsável pela halitose.

2. O que causa a saburra lingual?
Principalmente a redução do fluxo salivar, que facilita a aderência sobre o dorso da língua de microorganismos e restos de células provenientes da própria descamação da mucosa bucal

3. O que causa a diminuição do fluxo salivar?
O uso de alguns medicamentos como antidepressivos, anfetaminas,anti- hipertensivos, etc. Uma outra causa também bastante comum hoje em dia é o stress.

4. Existem outras causas para a halitose?
Existem, embora menos comuns. Algumas doenças podem causar a halitose como: cárie, doença periodontal, diabetes (quando não tratada), amigdalites, faringites, insuficiência hepática, insuficiência renal entre outras.

5. Posso ter mau hálito e não saber?
Sim, isso ocorre devido à fadiga olfatória. A pessoa “acostuma” com aquele odor e passa a não percebê-lo

6. Todas as pessoas tem mau hálito?
Se considerarmos a halitose fisiológica, sim. É aquela que ocorre ao acordar, quando ficamos um grande período em jejum ou em certos regimes alimentares. Para melhorar esse tipo de halitose,devemos cuidar muito bem da saúde bucal da língua, estimular a salivação com balas ou gomas de mascar sem açúcar. Devemos também cuidar da alimentação (evitar o excesso de proteínas, gorduras e condimentos como alho).

7. O mau hálito pode vir do estômago?
Não, pois existe um estreitamento no esôfago que impede a volta de odores.O que pode acontecer, é que em pacientes com refluxo (volta do conteúdo do estômago para a boca) ocorre uma maior formação da saburra lingual

8. Existe algum enxaguante bucal que posso utilizar para resolver meu problema?
O fator crítico no tratamento é a remoção da saburra que dever ser realizada através do uso da escova e/ou limpadores de língua. Existem enxaguantes bucais que podem fazer parte do tratamento da halitose, mas, para um tratamento efetivo, o paciente deve ser examinado para avaliação da real necessidade do uso desses produtos. Deve-se tomar cuidado com o uso indiscriminado, pois muitos possuem álcool na composição, o que provoca a desidratação da mucosa bucal aumentando a descamação das células, que entram em putrefação e causando a piora da halitose.

9. Qual o profissional que devo procurar se estiver com mau hálito?
O dentista, para descartar a presença de cáries, gengivites e periodontites, além do dentista ser o profissional capacitado para tratar a principal causa da halitose (que é a saburra lingual).
 
 

12/6/2006
ODONTOLOGIA NA GRAVIDEZ

 
A concepção atual de odontologia tem seu foco maior na prevenção e este conceito não é diferente quando nos referimos ao período da gestação.
Se houver necessidade de algum tratamento odontológico ele é perfeitamente possível de ser realizado e recomenda-se que o faça dentro do segundo trimestre, período em que a gestante usufrui de maior estabilidade com relação ao seu estado geral.
A idéia corrente de que a gravidez estraga os dentes, ou os tornam fracos, é totalmente infundada.O aumento da atividade cariogênica está mais relacionado às alterações da dieta e presença de placa bacteriana devido a uma limpeza inadequada dos dentes.
Manter uma gengiva sadia, apesar de haver nesta fase uma maior vascularização do periodonto (tecidos que sustentam os dentes) é perfeitamente possível.
A relação mais próxima do dentista com a gestante ocorre na manutenção, que deve ser realizada de forma mais freqüente durante esse período. Recomendamos a cada 3 meses dependendo da predisposição de sangramento gengival, dificuldade na correta higiene com escova, fio dental e limpador de língua, formação de cálculo ou mesmo predisposição à cárie.
A alimentação é outro fator importante pois, além do fornecimento adequado de nutrientes que o bebê vai receber devido a qualidade dos alimentos, a frequência na ingestão dos mesmos deve ser controlada, facilitando assim a higiene, prevenindo cáries e a presença de placa bacteriana.
Orientações para os cuidados de higiene bucal do bebê ao nascer e no desenvolvimento da primeira dentição é outro fator importante nesta fase, pois não podemos nos esquecer de que a cárie é uma doença infecto-contagiosa. Essas e outras dúvidas podem e devem ser esclarecidas durante as visitas ao dentista.

Com certeza, o ideal em todas as situações.............é prevenir!
E, o melhor que a mãe pode fazer por seu bebê é realizar uma criteriosa higienização bucal.


 
 

26/3/2006
Esclarecendo: TROCAS DE RESTAURAÇÕES

 
Hoje em dia é grande o número de pacientes que nos procuram com o desejo de trocar as restaurações escuras (amálgama) dos dentes posteriores por restaurações da cor dos dentes (resina).
E muitos ficam em dúvida: será que vale a pena trocá-las?
Em primeiro lugar, devemos lembrar que a troca de uma restauração metálica pode se dar por 2 motivos principais:
- Por problemas que envolvem a saúde do dente (cárie ou fratura da restauração pré-existente). E nesse caso, a troca não é discutida e pode perfeitamente, ser feita por uma restauração estética.
- Por motivo exclusivamente estético. E aí é que vem a dúvida.
As principais dúvidas são:

1- No momento da troca, é necessário um desgaste maior do dente?
Não necessariamente. Se for feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta diretamente, a cavidade obtida com a remoção do amálgama já é compatível com a resina. Só será necessário um desgaste adicional se a opção for por um material indireto (como a porcelana por exemplo). Entretanto, esse desgaste não irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma correta execução do trabalho.

2- E quanto à durabilidade do novo material?
Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama. Entretanto, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista (como o uso de material de qualidade e a execução da técnica de forma criteriosa) e outros relacionados com o próprio paciente.

3- Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?
A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente.
O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, assim como as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizados com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.

Lembramos ainda, que o fator mais importante para o sucesso de um tratamento consiste na correta indicação do mesmo.
Portanto, sempre converse com o seu dentista, para juntos, tomarem a decisão mais indicada.
Nós da PREVENTS SAÚDE BUCAL estamos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos.

Fonte: Revista da APCD
 
 

18/9/2005
Refrigerante Corrói os Dentes

 
"REFRIGERANTE CORRÓI OS DENTES"

Pode acreditar no aviso, porque está provado.
"Esse tipo de bebida tem ácido fosfórico, o que torna muito ácido o pH da boca e contribui para a erosão do esmalte dos dentes das crianças."
O alerta é da dentista Samantha Shipley, autora da pesquisa realizada pela Academia de Odontologia Geral dos EUA, em Chicago.
Não se trata de banir os refrigerantes da vida de seu filho, mas sim de diminuir o consumo. Que tal por exemplo, liberar nos fins de semana - e só?
Assim mesmo, alguns truques podem minimizar o estrago.
Aqui vão eles:
- Beber junto com a refeição
- Bochechar com água em seguida por 30 segundos
- Mascar chiclete sem açúcar (para estimular a salivação)
Vale lembrar que o problema também pode afetar adultos que consumam refrigerantes de forma exagerada.


fonte: revista Saúde! junho 2005
 
 

9/5/2005
Agentes químicos na manutenção e recuperação da saúde bucal

 
A placa bacteriana é um dos fatores etiológicos importantes na ocorrência da cárie e doença periodontal, sendo seu controle fundamental para a manutenção da saúde bucal. Placa é uma massa bacteriana mole e branca que se deposita continuamente em camadas na superfície do dente e se apresenta aderida. A remoção dessa placa pode ser feita através da limpeza mecânica dos dentes. Esse procedimento pode ser realizado adequada e satisfatoriamente pelo paciente, desde que esteja em condições normais de saúde geral. Cabe ao cirurgião-dentista orientá-lo quanto à técnica de escovação mais indicada, escova, creme dental, fio dental e, se necessário, quanto ao uso de agentes químicos para bochecho especificamente prescritos para cada uso.

Qual a função dos agentes químicos?

São substâncias químicas que atuam nas bactérias presentes na cavidade bucal, sendo utilizadas para auxiliar no controle e na redução da placa bacteriana. Vale ressaltar que o método mais difundido de remoção de placa é o mecânico, realizado através da escovação associada ao uso do fio dental. Esses agentes complementam, auxiliam a escovação. Não existe agente químico capaz de remover a placa e nem de substituir a escovação.

Quais são os agentes mais usados para o bochecho e como agem?

Clorexidina - É um agente de efetiva e comprovada atividade antimicrobiana e eficiente no controle de placa devido às suas propriedades de retenção e de liberação lenta na boca. Pode desencadear manchamento nos dentes (que pode ser removido com profilaxia profissional) e perda temporária do paladar. Exemplos: Periogard, Duplac, Plackout.

Cloreto de cetilpiridínio - É considerado um anti-séptico e desinfetante de efeito moderado devido ao curto período de retenção na cavidade bucal. Quando usado em maior frequência, pode apresentar como efeitos colaterais ulcerações e sensação de queimação da língua. Exemplos: Cepacol, Oral B, Kolynos.

Triclosan - É um agente antibacteriano de amplo uso e, em acréscimo, tem efeito antiinflamatório. Isoladamente, tem efeito antiplaca moderado e, por isso, as formações ativas apresentam associação com gantrez ou zinco. O gantrez potencializa o efeito do triclosan por aumentar sua retenção na cavidade bucal, e o zinco, por sinergismo de efeito antibacteriano. Tem como vantagem o fato de ser utilizado com sucesso no tratamento de ulcerações, não apresentar mudança ou perda do paladar e nem o manchamento dos dentes, o que pode ocorrer com o uso da clorexidina. Exemplo: Plax.

Quando utilizar esses agentes químicos?

A utilização de um agente químico para bochecho durante o tatamento, seja ele de gengiva, pré ou pós-cirúrgico, de manutenção das condições de saúde bucal, deve ser adotada a partir da prescrição feita por um profissional. O paciente receberá orientações quanto à forma e tempo de uso, que estão relacionados à finalidade de sua indicação e às características de cada paciente. Por exemplo, no caso de pacientes com necessidades especiais, os quais normalmente tem dificuldade para realizar a escovação; pacientes com problemas de saúde sistêmicos que predispões à ocorrência de doenças periodontais; pacientes com dificuldades de higienização pelo uso de aparelho ortodôntico e uma série de outros casos que requerem a indicação de um agente químico. O paciente deve retornar periodicamente ao cirurgião-dentista para uma reavaliação das condições de saúde bucal e para o reforço das orientações de auto-cuidado e auto-exame, importantes para a manutenção da saúde e prevenção de doenças, que podem ir desde um processo inicial de cárie ou sangramento gengival até uma lesão inicial de câncer bucal, daí a sua importância.


Fonte: Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent. 2004
 
 
Desenvolvido por RogerWD